Dipirona | Busca Saúde
  • Bairros
  • Atividades / Especialidades
Home Login | Contato | Faça Parte
  • Facebook Busca Saúde
    fans
  • Twitter Busca Saúde
    Siga nosso Twitter
  • RSS Busca Saúde
    RSS

Redes Sociais


Matérias mais lidas

Home » Bulas »

Dipirona

12345 (10 voto(s), média: 4,40)
Loading ... Loading ...

Forma farmacêutica e apresentação:
Solução “gotas” 500 mg / ml – frascos com 10 ml ou 20 ml

USO PEDIÁTRICO E/OU ADULTO

Composição:
Solução Oral (gotas):
- Cada ml de solução oral (aproximadamente 30 gotas) contém:
· Dipirona sódica 500 mg

Excipientes:
água deionisada, edetato de sódio, metabissulfito de sódio e sorbitol.

INFORMAÇÃO TÉCNICA:
Farmacologia clínica:
A dipirona sódica é um potente analgésico e antipirético que possui adicionalmente propriedade antiespasmódica e um componente antiinflamatório. Age simultaneamente a nível central e periférico. Seu mecanismo de ação analgésico central decorre da inibição da síntese das prostaglandinas e pela ativação do potencial inibitório do tronco cerebral, levando à depressão da transmissão do impulso no sistema nociceptivo e a diminuição da taxa de descarga dos neurônios espinhais. Sua ação periférica é resultado da inibição da síntese das prostaglandinas e inibição da susceptibilidade da atividade nociceptora pelas substâncias hiperalgésicas.

Farmacocinética:
Após administração por via oral, a dipirona sódica é rapidamente hidrolisada no suco gástrico para o seu principal metabólico, o 4-metilamino antipirina (4-MAA), que é prontamente absorvido. A dipirona sódica, substância original, não pode então mais ser detectada no soro ou na urina. O 4-metilamino antipirina (4-MAA) apresenta um volume de distribuição relativo de 42.9 (± 11.6) e sua ligação às proteínas plasmáticas é de cerca de 58%. No fígado, o 4-metilamino antipirina (4-MAA) é posteriormente oxidado, transformando-se no 4-formilamino antipirina (4-FAA) que por ação de uma isoenzima do citocromo P-450 é desmetilada para 4-amino antipirina (4-AA). Finalmente, o 4-amino antipirina (4-AA) é acetilado dando origem a 4-acetilamino antipirina (4-AcAA). Estes quatro metabólitos representam 65% da radioatividade total na urina.

Absorção:
O início do efeito analgésico é verificado cerca de 30 minutos após administração oral e o efeito antipirético entre 30 a 60 minutos, tanto pela via oral como retal.

Distribuição:
A meia-vida plasmática do principal metabólito da dipirona sódica, o 4-metilamino antipirina é de cerca de 3 horas. A concentração máxima (Cmáx) e o tempo para se atingir a concentração máxima (Tmáx) do 4-metilamino antipirina (4-MAA), após uma dose única de 1 g, é de 14.3 ± 2.9 mcg/ml (Cmáx) e 1.15 ± 0.45 horas (Tmáx) para as gotas. Os efeitos terapêuticos já se fazem presentes em níveis de concentração plasmática de 5 mcg/ml de 4-metilamino antipirina (4-MAA) e a sua duração de ação é de 4 a 6 horas.

Eliminação:
Nas primeiras 24 horas, cerca de 70% da dose oral é excretada na urina sob a forma de metabólitos.

Indicações:
Analgésico e Antipirético.

Contra-indicações:
A dipirona sódica não deve ser administrada a pacientes com intolerância conhecida aos derivados pirazolônicos ou com determinadas doenças metabólicas tais como: porfiria hepática e deficiência congênita de glicose-6-fosfato-desidrogenase. Como é recomendado a qualquer analgésico, a dipirona sódica não deve ser administrada em altas doses ou por períodos prolongados, sem controle médico.

Precauções:
Uso Pediátrico:
Devido a possibilidade de interferir na função renal, a dipirona sódica não deve ser administrada a crianças menores de 3 meses de idade ou pesando menos de 5 kg, a não ser que haja uma indicação obrigatória. A supervisão médica também é recomendada para crianças maiores de 3 meses.

Uso na Gravidez:
Durante a gravidez, especialmente nos 3 primeiros meses e nas 6 últimas semanas, a dipirona sódica não deve ser usada, exceto quando houver indicação obrigatória e sob orientação médica.

Outros:
A administração de dipirona sódica a paciente com distúrbios hematopoéticos preexistentes (p. ex.: terapia citostática) somente deve ser feita sob supervisão médica e monitorização laboratorial.

Cuidados redobrados são necessários em pacientes com pressão sangüínea abaixo de 100 mmHg ou com condições circulatórias instáveis como a deficiência circulatória incipiente associada ao infarto do miocárdio, lesões múltiplas ou choque recente.
É igualmente imprescindível atenção especial em pacientes com asma brônquica ou com infecções respiratórias crônicas, destacadamente quando combinadas com manifestações do tipo febre do feno, pacientes com hipersensibilidade a analgésicos e anti-reumáticos, pacientes com alergia cutânea, alimentar ou a qualquer outro tipo de substâncias, pois estes podem desenvolver choque.
Os casos de tonsilite ou outras infecções bucofaríngeas merecem cuidados especiais, já que este problema preexistente pode mascarar os primeiros sintomas de agranulocitose (angina agranulocitica).

Interações Medicamentosas:
Álcool:
não se deve ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento com a dipirona sódica, pois o efeito do álcool pode ser potencializado.

Ciclosporina:
no caso de tratamento concomitante da dipirona sódica com a ciclosporina, pode ocorrer uma diminuição no nível sangüíneo desta última, requerendo, portanto, controles regulares dos níveis sangüíneos.

Clorpromazina:
o uso de dipirona sódica em pacientes sob tratamento com a clorpromazina pode ocasionar grave hipotermia.

Reações Adversas:
As reações adversas mais importantes devidas à dipirona sódica são as conseqüentes às reações de hipersensibilidade. Destacam-se pela gravidade o choque e as discrasias sangüíneas (agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia). Ainda que tais reações adversas sejam raras, existe o risco de vida podendo ocorrer até mesmo após a dipirona sódica ter sido previamente utilizada em várias ocasiões sem apresentar complicações.
A agranulocitose manifesta-se por febre alta, frio, garganta dolorida, dificuldade de engolir, lesões inflamatórias na boca, nariz, garganta, como também nas regiões genital e anal. A interrupção imediata é essencial para a recuperação. Por esta razão, no caso de agravamento inesperado das condições gerais, se não houver diminuição da febre ou esta reincidir , ou se surgirem lesões dolorosas nas mucosas, especialmente na boca, nariz ou garganta, o tratamento com dipirona sódica deve ser interrompido imediatamente.
A trombocitopenia provoca aumento da tendência à hemorragia com ou sem pequenas manchas hemorrágicas na pele ou membranas mucosas.
Em situações ocasionais, principalmente em pacientes com histórico de doença renal preexistente ou em casos de superdosagem, podem ocorrer distúrbios renais transitórios com oligúria e anúria, acompanhada de proteinúria e inflamação do tecido renal (nefrite intersticial).
Outros efeitos indesejáveis que podem ocorrer incluem a hipotermia e as reações de hipersensibilidade cutânea que afetam a pele (por exemplo, urticária), a conjuntiva e mucosa da nasofaringe.
Podem também ser observados ataques de asma em pacientes predispostos a esta condição.

Posologia:
Adultos:
Dose usual recomendada para adultos é de 500 mg (equivalente a 1 ml ou 30 gotas) a 1 g (equivalente a 2 ml ou 60 gotas) em tomada única, limitando-se à dose máxima diária de 4 g.

Crianças:
Dose usual recomendada para crianças é determinada pelo peso corporal. Crianças menores de 3 meses de idade ou pesando menos de 5 kg não devem ser tratadas com dipirona sódica, a menos que seja absolutamente necessário. Neste caso a dose de 1 gota até 3 vezes ao dia não deve ser ultrapassada.

3 a 11 meses (5 a 8Kg): 3 a 6 gotas, até 4 vezes ao dia
1 a 3 anos (9 a 15Kg) : 7 a 12 gotas, até 4 vezes ao dia
4 a 6 anos (16 a 21Kg): 13 a 16 gotas, até 4 vezes ao dia
7 a 9 anos (22 a 28Kg): 18 a 21 gotas, até 4 vezes ao dia
10 a 12 anos (29 a 40Kg): 22 a 30 gotas, até 4 vezes ao dia
(1 ml é equivalente a aproximadamente 30 gotas, 1 gota contém aproximadamente 17 mg de dipirona sódica).

Superdosagem:
Informações sobre superdosagem da dipirona sódica são muito raras. Entretanto, um caso agudo de superdosagem com fins suicidas em que o paciente ingeriu 49 g de dipirona sódica, os sintomas observados foram vômitos e coloração vermelha na urina devido à excreção do ácido rubazônico.

Neste casos o suporte médico é obrigatório. Se o paciente estiver consciente, deve-se induzir o vômito pela ingestão rápida de 3/4 a 1 litro de solução salina morna (1 a 2 colheres de sopa de sal em um copo de água) seguida de estimulação mecânica na parede posterior da faringe (por ex. com o cabo da colher).

Ao invés de solução salina, para crianças de 1 a 6 anos deve ser dado suco de frutas morno em quantidade apropriada para a idade. A dipirona sódica pode ainda ser eliminada através de hemodiálise.

Siga corretamente o modo de usar; não desaparecendo os sintomas, procure orientação médica.

INFORMAÇÃO AO PACIENTE:
Ação esperada do medicamento:
Dipirona atua como analgésico, diminuindo a dor e como antipirético, diminuindo a temperatura nos estados febris, tendo ação espasmolítica por ação direta sobre a musculatura lisa. O início da ação da dipirona ocorre cerca de 30 minutos após a sua administração.

Cuidado de conservação:
conservar o produto ao abrigo da luz, do calor excessivo e da umidade. A solução oral tende a sofrer alteração de cor com o tempo, tornando-se escura, o que não indica diminuição da potência.

Prazo de validade:
ao adquirir medicamento confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem externa do produto.

NÃO USE MEDICAMENTOS COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO.

Gravidez e lactação:
informe imediatamente ao médico se houver suspeita de gravidez, durante ou após o uso da medicação. Informe ao médico se estiver amamentando.
A dipirona só deve ser usada durante o primeiro trimestre e nas últimas seis semanas da gravidez sob orientação e cuidados médicos.

Cuidados de administração:
as gotas de dipirona devem ser diluídas em meio copo d’água. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Interrupção do tratamento:
não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Mesmo que os sintomas tenham desaparecido, continuar o tratamento durante o período indicado por seu médico.

Reações desagradáveis:
informe ao médico o aparecimento de reações desagradáveis. Podem ocorrer manifestações alérgicas na pele (prurido e placas vermelhas), se houver dor de garganta ou qualquer outra anormalidade na boca ou garganta, o uso do produto deve ser interrompido e o médico imediatamente comunicado.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Contra-indicação:
Alergia a dipirona ou a qualquer outro componente da fórmula do produto.

Precauções:
Informar ao médico sobre qualquer medicamento que esteja tomando, antes do início ou durante o tratamento. Como os demais analgésicos, dipirona não deve ser administrada em altas doses ou por períodos prolongados, sem controle médico. A solução oral não contém açúcar, mas sorbitol.

Caso ocorra leve intranqüilidade e\ou aumento da freqüência cardíaca, a dose diária de dipirona deve ser reduzida, o que deverá determinar o desaparecimento imediato dos sintomas, não havendo necessidade de tratamento especial. Em situações ocasionais, principalmente em pacientes com história de doença renal preexistente ou em casos de superdosagem, podem ocorrer distúrbios renais transitórios com redução ou interrupção da produção da urina, acompanhada de excreção de proteína na urina e inflamação do tecido renal (nefrite intersticial). No caso de tratamento concomitante com ciclosporina, pode ocorrer uma diminuição no nível de ciclosporina. Os agentes nefrotóxicos exercem efeitos aditivos, interferindo com a função renal. Por esta razão, são necessários controles regulares dos níveis sangüíneos.

Dipirona deve ser administrada com cautela em pacientes hipertensos e está totalmente contra-indicada nas crises hipertensivas. Dipirona não deve ser administrada em pacientes com intolerância conhecida aos derivados pirazolônicos ou com determinadas doenças metabólicas, tais como porfiria hepática e deficiência congênita de glicose-6-fosfato-desidrogenase. Durante o tratamento pode ser observado uma coloração avermelhada na urina, devido a excreção do metabólito ácido rubazônico, porém isto não tem significado toxicológico ou clínico. Não ingerir álcool durante o tratamento com este produto.

Siga corretamente o modo de usar; não desaparecendo os sintomas, procure orientação médica.

NÃO TOME MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.


*O conteúdo(textos e imagens) publicados no Busca Saúde são de exclusiva responsabilidade do seu autor, identificado sempre abaixo do artigo.

*O Busca Saúde é um portal de conteúdo e referência, e deverá ser utilizado somente como fonte de informação. Qualquer artigo ou referêcia publicada, nunca substituirá, em hipótese alguma, uma consulta presencial, tratamento ou diagnóstico realizado por um médico ou profissional de saúde. Procure sempre o seu médico para esclarecer qualquer duvida.

Conteúdo relacionado

Cadastre-se no Busca Saúde , e receba conteúdo e informações exclusivas sobre Saúde e Bem Estar. Rápido e fácil. Clique aqui
O Busca Saúde é um portal de conteúdo e referência, e deverá ser utilizado somente como fonte de informação. Qualquer artigo ou referência publicada, nunca substituíra, em hipótese alguma, uma consulta presencial, tratamento ou diagnóstico realizado por um médico ou profissional de saúde. Procure sempre seu médico ou profissional de saúde para esclarecer qualquer dúvida.
© 2010 Busca Saude      Todos os direitos reservados a Busca Saúde. Todo conteúdo não pode ser copiado, publicado ou transmitido sem prévia autorização de seus autores.