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Doença de Lyme no Brasil

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A doença é transmitida por carrapatos do gênero Ixodes. No Brasil, o Ixodes responsável é o Amblyoma cajennense. A bactéria Borrelia burgdorferi penetra na pele no local da picada do carrapato. Para transmitir a doença, é preciso que o carrapato fique grudado à pele por pelo menos 24 horas. Alguns roedores são reservatórios naturais da bactéria.

Após um período de 3 a 32 dias, as bactérias migram da pele e disseminam-se na linfa ou através do sangue para outros órgãos ou zonas cutâneas. Já foram detectados casos de doença de Lyme em 47 estados dos EUA, inclusive naqueles localizados ao longo da costa nordeste, de Massachusetts até Maryland, Wisconsin, Minnesota, Califórnia e Oregon, além de outros países e regiões planetárias que incluem a Europa (incluindo Portugal) e o norte da Ásia, incluindo Rússia, China, Japão, Austrália e Argentina.

De notificação obrigatória em nosso país,  já foram detectados casos em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina e no Rio Grande do Norte. Geralmente, a doença de Lyme ocorre no verão e no início do outono, afetando mais frequentemente as crianças, adultos jovens e turistas que habitam áreas florestais. Os primeiros diagnosticos da doença no país ocorreram na década de 90. A manifestação da doença se dá, de forma geral, entre três e 32 dias após a exposição aos carrapatos.

No entanto, é muito difícil definir um período para o início dos sintomas, porque existem casos em que eles aparecem até anos mais tarde. A doença de Lyme caracteriza-se, em sua fase inicial, por uma mancha vermelha (eritema) ao redor da área picada. Conforme ela se agrava, essa mancha se espalha por todo o corpo; por isso, é chamada de eritema migratório.

Os sintomas podem ser mal-estar, febre, dor de cabeça, dor muscular e nas articulações, que podem durar várias semanas ou mais, o que leva a doença de Lyme a ser constantemente confundida com reumatismo e febre reumática. Nos casos em que não houve tratamento, a doença pode evoluir para a terceira fase, em que ocorre comprometimento do sistema nervoso, alterações da vista e do equilíbrio. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado nas características básicas da lesão, bem como na anamnese colhida. Podem ser feitos testes laboratoriais como: ELISA de detecção de anticorpos especificos contra a espiroqueta.

A cultura é extremamente difícil assim como a visualização microscópica, já que não absorvem corantes. A PCR é usada por vezes. Apesar de todos os estágios da doença de Lyme responderem aos antibióticos, o tratamento precoce previne mais adequadamente as complicações. Nos estágios iniciais, os antibióticos amoxicilina, cefuroxima, eritromicina, doxiciclina ou macrolidio podem ser administrado pela via oral. Na doença avançada, grave ou persistente, são administrados antibióticos pela via intravenosa. Na fase III, utiliza-se ceftriaxona. Os antibióticos também ajudam a aliviar a artrite.

A aspirina ou outros antiinflamatórios não esteróides aliviam a dor das articulações inflamadas. O líquido acumulado nas articulações afetadas pode ser drenado e o uso de muletas pode ser benéfico. Fique atento!!!!


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